Última Chamada Para Quem Tiver Projeto Que Promova a Marca Brasil no Exterior

Nunca o Brasil recebeu tantos estrangeiros em apenas um ano, mas por trás dos dados oficiais existe um movimento que ninguém está contando.  

O Brasil meio que entrou na moda lá fora. Em 2025 já foi ultrapassada a marca de 9 milhões de turistas.

Se você tem um projeto engavetado que pode colocar o Brasil na vitrine do mundo, a hora de tirar o papel da gaveta é agora — e o relógio está correndo. A Embratur está com edital de patrocínio aberto, mas atenção: o prazo para submissão de propostas para esta janela se encerra impreterivelmente no dia 31de dezembro. O objetivo é claro: selecionar iniciativas que fortaleçam a nossa imagem internacional como um destino sustentável, diverso e inovador.

O edital busca projetos de pessoas jurídicas (nada de CPF aqui) que se alinhem ao “Plano Brasis”. Se seu evento ou projeto promove a Marca Brasil, estimula a conectividade aérea ou traz visibilidade para segmentos como Afroturismo, LGBTQIA+ e Sustentabilidade, ou dentro das 14 áreas de atuação disponíveis, você é o alvo.

O aporte financeiro pode cobrir até 60% do custo total do projeto, uma alavanca e tanto para quem trabalha com cultura, gastronomia, turismo de aventura ou eventos de negócios. Mas lembre-se: não adianta pedir patrocínio para festas de confraternização interna ou projetos que não tragam retorno de imagem internacional. O foco é trazer gringo para cá.

OS NÚMEROS NÃO MENTEM – Para entender o alcance desse edital, é preciso olhar para o retrovisor de 2025. O turismo internacional no Brasil não apenas cresceu; ele explodiu. Quebrou-se o recorde histórico com 9 milhões de turistas estrangeiros visitando o país neste ano e isso é 40% a mais do que o recorde de 2024.

E não é só gente chegando; é dinheiro entrando. Até novembro de 2025, os visitantes internacionais deixaram US$ 7,17 bilhões na nossa economia. A Argentina liderou o envio de turistas com mais de 3 milhões de “hermanos”, seguida por um crescimento robusto de visitantes do Chile e dos Estados Unidos.

Mas o que explica esse “boom”? A resposta oficial passa pela ampliação da malha aérea — com um crescimento de 16% na oferta de voos — e uma estratégia agressiva de promoção baseada em inteligência de dados. O governo, via Embratur e Ministério do Turismo, buscou reconectar o Brasil com o mundo, especialmente através do programa PATI (Programa de Aceleração do Turismo Internacional).

Intenção do programa da Embratur é reconectar o Brasil com o mundo.

REVOLUÇÃO NÔMADE – Entretanto, se olharmos com a lupa de quem vive o dia a dia das cidades turísticas, existe um fenômeno subjacente que as planilhas oficiais muitas vezes não detalham com a devida profundidade: a invasão silenciosa e lucrativa dos nômades digitais.

Embora as avaliações institucionais da Embratur foquem muito nos números macro de chegadas e divisas tradicionais, é inegável que o Brasil se tornou um escritório a céu aberto. Cidades como Rio de Janeiro e Florianópolis viraram hubs globais para esses trabalhadores remotos. O Rio, inclusive, liderou rankings de destinos de inverno para essa categoria.

Diferente do turista tradicional que fica 12 dias, o nômade digital permanece meses. Ele aluga apartamentos em bairros residenciais, consome no mercadinho da esquina, frequenta a academia e, crucialmente, “vende” o Brasil em tempo real nas redes sociais para outros profissionais de alta renda. Eles não aparecem apenas nas estatísticas de hotéis, mas movimentam a economia real de forma pulverizada.

Essa tribo, que viaja o mundo com um laptop na mochila, encontrou no Brasil a combinação perfeita de câmbio favorável, cultura vibrante e fuso horário alinhado com grandes centros de negócios. Apesar de o edital da Embratur citar “inovação”, a análise crítica mostra que o acolhimento a esse perfil — que mistura lazer e trabalho — é um dos motores ocultos desse crescimento recorde que estamos celebrando.

Os dados oficiais não citam, mas a atuação dos nômades digitais é um dos principais fatores de divulgação do Brasil no exterior

IMPACTOS ESPERADOS – Com base no edital, as propostas submetidas devem apresentar impacto, obrigatoriamente, em quatro eixos principais:

  1. Fortalecimento da imagem do Brasil no exterior: O projeto deve contribuir para a consolidação de uma imagem positiva do país internacionalmente.
  2. Alavancagem e ampliação de ações em mercados estratégicos: A proposta deve potencializar a presença e as iniciativas do Brasil nos países considerados prioritários para a emissão de turistas,.
  3. Alinhamento com os Objetivos Estratégicos da Embratur: O projeto necessita estar em consonância com as diretrizes e metas estabelecidas pela Agência para a promoção turística.
  4. Promoção de segmentos prioritários: As propostas devem focar em nichos específicos considerados essenciais, tais como Inovação, Sustentabilidade, Inclusão (abrangendo afroturismo, LGBTQIA+ e acessibilidade) e MICE (Reuniões, Incentivos, Conferências e Exposições),.

Vale ressaltar que o edital especifica que não serão considerados patrocínios a projetos que não apresentem impacto direto no turismo internacional. E também é bom lembrar que o edital não obriga enquadramento em lei de incentivo, mas exige antecedência mínima de 60 dias da realização do evento.

Se o seu projeto ajuda a vender esse Brasil diverso, que vai do luxo ao mochilão, do turista de férias ao nômade digital, não perca o prazo.

Corra antes que o ano acabe.

SERVIÇO

Acesse o Edital completo por aqui. 

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas até 31 de dezembro exclusivamente pelo site patrocinio.embratur.com.br.

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