
Esta é a última de uma Série de quatro matérias abordando a relação entre agências captadoras de recursos para projetos culturais e empresas patrocinadoras e que, pelo volume de informações obtidas, a quarta matéria será dividida em 3 episódios. Este é o episódio número 2. Sua origem está nas normas legais inseridas pelo Ministério da Cultura alertando para possíveis vantagens financeiras indevidas obtidas por patrocinadores. Série é composta por entrevista com representante da ABCR (Associação Brasileira de Captadores de Recursos), do Ministério da Cultura, proponentes e captadores de recursos avulsos e, por último, agências captadoras e empresas. Este artigo é resultante de pesquisa entre agências ou plataformas que captam recursos. O episódio final, número 3, será sobre empresas patrocinadoras.
É difícil definir exatamente a diferença entre valores morais e éticos, mas, a priori, pode-se dizer que moral está ligada a certo e errado, a uma conduta específica e normativa. Já valores éticos são princípios que norteiam suas ações e normas de conduta, sejam de pessoas ou empresas.
Apelei para o campo da filosofia na busca por uma compreensão mais consistente sobre esse universo, que pesquisei por algum meses, formado por dois polos que estão unidos, de incerta forma, pelos mesmos interesses.
Sou muito a favor da economia de mercado, mas aprendi há muitos anos que mercado não tem alma; ele age de acordo com seus interesses e esses interesses podem ser predadores se não forem contidos por normas. Mas os que abraçam os genuínos valores humanos não necessitam delas, pois são os próprios formuladores de suas condutas éticas.
Partindo desses conceitos filosóficos ficou mais fácil identificar o que ocorre no relacionamento entre empresas que utilizam incentivos fiscais para patrocinar projetos ou eventos sociais, culturais, esportivos, e agências, ou plataformas, que se interpõem entre quem busca patrocínio e quem tem imposto a pagar suficiente para utilizar os benefícios contábeis oferecidos por diversas leis.
No artigo anterior buscou-se uma introdução ao universo dessa relação, mostrando que o impacto causado pela inserção de artigos na Instrução Normativa nº 1, publicada em abril pelo Ministério da Cultura, que buscaram frear comportamentos considerados como vantagens indevidas pelo patrocinador, não foi suficiente para convencer a maioria dos atores do que é ou não adequado.
Nesse Episódio 2, vinculado à quarta matéria sobre relacionamento entre empresas patrocinadoras X agências captadoras (veja links das outras matérias no final desse texto), está o resultado obtido pela Marketing Cultural/Valor Cultural em visita a sites, conversas por telefone e mensagens por e-mail envolvendo agências ou plataformas de captação, e onde se identifica como agem alguns dos principais atores desse mercado. O próximo, e último episódio, será sobre o comportamento das empresas patrocinadoras.
PARA ENTENDER – O Ministério da Cultura considerou necessário introduzir alguns artigos na Instrução Normativa que publicou em abril desse ano, motivado por denúncias sobre comportamentos que poderiam ser classificados como pouco éticos entre as partes envolvidas. Artigos foram esses:
Art. 10, §3º: “A remuneração pela captação de recursos é exclusiva para prestação de serviço diretamente ao proponente, sendo vedada a remuneração de serviços prestados diretamente ao incentivador”.
Art. 21. É vedada a realização de despesas:
Inciso VI – Para pagamento por serviços de consultoria, assessoria técnica ou avaliação de projetos prestados diretamente aos patrocinadores.
O MinC soube que algumas agências também estavam cobrando do proponente o serviço pela captação com recursos incentivados e que empresas fechavam contratos com agências sem pagar nada a elas em troca da indicação de projetos para análise. O lucro da agência vinha da porcentagem por esse trabalho inserida no orçamento do projeto aprovado pelo Ministério.
Alertas vinham sendo feitos pela ABCR (Associação Brasileira de Captação de Recursos), como declarou Daniele Torres, representante da entidade, na primeira matéria dessa série:
“É uma luta da ABCR já há alguns anos, com alertas, com comunicados, inclusive enviados para empresas patrocinadoras, para agências que faziam esse tipo de trabalho, para deixar bem claro, mas isso virou meio que um filão do mercado, né? Então, quem tinha acesso a grandes empresas começou a oferecer esse tipo de serviço. Olha que curioso, né, Eduardo, as empresas não acharem estranho alguém oferecer um serviço de graça, sem ela ter que pagar nada, já que o dinheiro veio do projeto?”.
Mas o levantamento feito pela Marketing Cultural revelou que o modelo predominante entre as agências captadoras de recursos pouco se alterou de abril para cá.
Conforme mencionado no artigo anterior, o que, talvez, o redator da lei não tenha observado corretamente é que, na maioria dos casos, a companhia nem precisa contratar alguém para prospectar projetos – as próprias agências se oferecem para fazer esse serviço e dizem: “não precisa nos pagar nada. Receberemos a porcentagem de captação do proponente”.
Pois é exatamente essa mecânica que ainda prevalece entre os vários agentes ligados a captação de recursos, com a conivência de empresas. E esse modelo pode ser classificado como “concorrência desleal”, como opinou uma das agências ouvidas.
O que vamos mostrar agora é quem persiste nessa visão do negócio, quem adota uma conduta mais ética e até quem repudiou o sistema e mudou de rumo para uma convivência mais saudável.
Entre os captadores de recursos formados por agências ou plataformas, ouvimos, pesquisamos ou trocamos mensagens entre algumas relacionadas abaixo. Umas responderam ao questionário enviado por e-mail e outras não retornaram. Para essas, a avaliação foi feita com base na transparência que elas transmitem em seus sites, que muitas nem têm, ou mídias sociais.
As empresas citadas abaixo formam uma amostra entre dezenas de outras pesquisadas. Esperamos que a publicação dessa matéria faça vários desses agentes repensarem seu comportamento profissional e adotarem práticas mais saudáveis na relação com empresas e proponentes.

PARLARE MARKETING CULTURAL – https://www.parlare.net.br/
Avenida Dr. Plinio de Castro Prado, 288
Ribeirão Preto (SP)
55 marcas assinaladas como parceiros (ver em https://www.parlare.net.br/parceiros).
Entre elas estão Atacadão, Klabin, JSL, Brasilux, DrogaRaia, Brasilux, MRS Logística, CVC, Magazine Luiza e Tilibra.
Perfil
É uma das agências mais requisitadas, com forte relação com o Atacadão.
Utiliza software de inscrição de projetos chamado GestoreWeb.
Oferece serviços de consultoria com leis de incentivo para empresas e proponentes, elaboração de projetos culturais, captação de recursos e restauração de patrimônio histórico.
Foi a única a mencionar que faz trabalho de prospecção de propostas em municípios pequenos de todo o Brasil “auxiliando-os na gestão do seu projeto, haja vista seu desconhecimento como se deve proceder para utilização de recurso incentivado ou ainda de como prestar contas ao projeto”. (Esse tipo de serviço foi objeto de comentário na matéria III dessa série).
Posicionamento
Mérito para a Parlare ter respondido a todos os questionamentos. Entre as respostas estão:
- “A Parlare não é apenas uma empresa de captação de recursos e sim uma empresa de consultoria na análise, elaboração, consecução aos proponentes e empresas patrocinadoras;
- Oferece ao patrocinador serviço de busca e análise de projetos culturais, esportivos e sociais, de acordo com a política de marketing cultural de cada patrocinador, como também de execução dos projetos até a entrega da prestação de contas;
- Sobre a forma de remuneração pelos serviços afirma que, para a prestação de serviço de captação de recursos, a Parlare cobra dos proponentes os percentuais dentro da margem prevista nas respectivas legislações;
- Sobre como os proponentes iniciantes ou de municípios pequenos remuneram a Parlare pelos serviços, informa que realiza a captação de recursos e recebe por esse serviço. “Os serviços de suporte aos proponentes fazem parte da nossa política de trabalho, e não cobramos nada a mais por isso”;
- Sobre se buscam projetos alinhados ao que deseja o patrocinador ou esperam escolher entre os que preenchem o cadastro do site, afirma possuir um departamento para busca e análise de projetos específicos que porventura não esteja cadastrado no seu portal;
- Afirma que não obriga proponente a assinar contrato, online ou não, para expor projeto no portal e que o usuário poderá escolher entre utilizar os serviços da agência ou não. O portal serve como vitrine onde o patrocinador poderá entrar em contato diretamente com o proponente sem interferência da Parlare. Afirma que não exige exclusividade na captação de recursos.
Análise
A Parlare foi uma das mais citadas por produtores quanto a falta de “boas práticas”, embora nada do que tenham dito pudesse ser comprovado.
Mas algumas observações podem ser feitas. A resposta ao item 3 acima foi em seguida a duas perguntas:
Que tipo de serviços vocês oferecem ao patrocinador?
Resposta: Serviço de busca e análise de projetos culturais, esportivos e sociais, de acordo com a política de marketing cultural de cada patrocinador, como também de acompanhamento da execução dos projetos até a entrega da prestação de contas.
Qual é a forma de remuneração que vocês recebem pelo serviço? Recebem um fixo pelo trabalho de prospecção e análise ou somente a porcentagem de captação constante no projeto do proponente?
Resposta: Para a prestação de serviço de captação de recursos, a Parlare cobra dos proponentes os percentuais dentro da margem prevista nas respectivas legislações.
O objeto das duas perguntas era por serviços ao patrocinador, mas a resposta da agência desviou-se para proponentes, não tratando, portanto, da questão sobre fixo.
Posteriormente reenviamos a pergunta:
“Como vocês são remunerados pelos serviços prestados diretamente aos patrocinadores? No contrato, há estipulado um valor que eles pagam diretamente à Parlare?”
E ela respondeu:
“As negociações são personalizadas, para atender cada patrocinador. O que praticamos normalmente é a cobrança de um valor mensal fixo, a ser pago pelo patrocinador à Parlare”.
Alguns produtores juram que a Parlare não cobra pelo serviço de análise e seleção dos projetos, principalmente para o Atacadão.
Mas o que se sabe, com certeza, é que a relação com o Atacadão é antiga e, de tão forte, é em seu site que está publicado o Relatório de Atividades de 2022 com as ações apoiadas pela companhia nas áreas de cultura, social e esporte. Com a menção: “Idealizado por Parlare”.
O relatório afirma que foram 35 projetos patrocinados e 64 executados, com 3 milhões de pessoas impactadas pelas ações patrocinadas. Mas não informa o valor total aplicado. Mas, sabemos, que somente com utilização da lei Rouanet, o Atacadão patrocinou 21 projetos em 2022, com investimento de R$ 5,6 milhões.
Supondo-se que a Parlare intermediou todos eles, os 10% referentes à captação renderam um bom dinheiro para a agência. Sabendo disso, e oferecendo esse monopólio, será que o Atacadão ainda topa pagar um fixo por esse trabalho? Ele não responde, mesmo perguntado várias vezes. (ver mais detalhes sobe o comportamento das empresas no próximo artigo).
E a agência deixou esse ponto (do fixo) em aberto quando menciona que “as negociações são personalizadas, para atender cada patrocinador. O que praticamos normalmente é a cobrança de um valor mensal fixo, a ser pago pelo patrocinador à Parlare”.
INCENTIV – https://incentiv.me/
Razão Social: Incentiv – Impacto Social & Incentivos Fiscais
Não fornece endereço na homepage de seu site, mas na Política de Privacidade consta:
CELTA (Centro para Laboração de Tecnologias Avançadas), na Rodovia SC 401, nº 600, Módulo 3.23, Parque Tecnológico Alfa Florianópolis/SC.
Afirma em seu site, sob o título Empresas que confiam em nosso trabalho.
“Atualmente, contamos com mais de 145 empresas parceiras em todo Brasil, dos mais diversos segmentos, que acreditam na importância de transformar impostos em impacto positivo na sociedade. Conheça abaixo quem são:”
Mas “abaixo” estão apenas 15 marcas visíveis como parceiras (https://incentiv.me/quem-acredita/).
Entre elas estão Nu Bank, Suzano, Electrolux, SulAmérica, Grupo Sotreq, Alfa e Agropalma.
Perfil
Afirma que a Incentiv é um ecossistema de soluções focadas em gerar impacto social positivo, que conecta empresas, pessoas e projetos socioambientais, através de leis de incentivo fiscal.
Diz ainda ser “uma startup de impacto social, em crescimento exponencial e atua no ecossistema de leis de incentivo fiscal, sendo instrumento para melhoria de desempenho da agenda ESG de seus principais clientes, sejam eles proponentes ou empresas”.
Em sua Política de Privacidade, é afirmado que “a Incentiv não comercializa os seus dados pessoais. Porém, há a possibilidade de compartilhamento de tais dados pessoais com alguns terceiros”. Na Política informa diversos critérios de compartilhamento de dados (ver por aqui).
Posicionamento
Também respondeu a todos os questionamentos. Entre as respostas estão:
- Que as próprias empresas se cadastram no site para receber recomendação de projetos incentivados;
- Que está entre seus serviços recomendar projetos incentivados que estão em sua plataforma, em linha com interesses dos proponentes;
- Que a empresa patrocinadora não remunera a Incentiv quando aceita sugestão e patrocina algum projeto encaminhado;
- Sobre se recebe pelo serviço de intermediação, além do valor referente aos 10% de captação, afirma que “cobramos até 10% dos nossos clientes”.
- Sobre a forma de relação da Incentiv com o patrocinador, afirma que é firmado um Termo de Cooperação com cláusulas de confidencialidade.
- Sobre o que a Incentiv exige da empresa quando ela assina o Termo de Cooperação informa que são “confidencialidade dos dados e cooperação na jornada de uso de leis de incentivo”.
- Que exige contrato físico ou online no caso de proponente aceitar seus serviços, mas que não obriga exclusividade para captação.
Análise
Méritos da Incentiv: respondeu a todos os questionamentos e, diferentemente da Parlare, não enrolou para a resposta se recebe alguma coisa do patrocinador quando encaminha projetos incentivados. Deu um contundente não.
E é justo reproduzir a íntegra da resposta quando foi pedida maior explicação sobre esse ponto. Ela respondeu:
“Importante registrar que o modelo de negócio utilizado pela Incentiv estrutura-se por meio de uma plataforma multilateral (marketplace). Nesse modelo quanto maior o número de usuários (patrocinadores), maior o atrativo para o cadastramento de proponentes e projetos (clientes). Sendo assim, o portfólio de patrocinadores nesta etapa do processo é tomado como um ‘insumo’ para a etapa seguinte, que é a de captação de recursos em benefício e a favor dos proponentes, que são os nossos clientes e nos pagam pelos serviços, efetivamente, prestados quando do recebimento do recurso incentivado.
“Em outras palavras, as entregas desta etapa de trabalho, fazem parte do processo de venda dos projetos incentivados. Não são classificadas como serviços prestados para a empresa.
“Registre-se que seguimos à risca a legislação, que prevê que o Patrocinador não pode receber recursos públicos, seja direta ou indiretamente. Tem o direito, apenas, às retribuições que a lei lhe deu. Somos rigorosos com todo o processo de governança das leis de incentivos fiscais”.
Portanto, deixou claro quanto a esse ponto – considera natural, e não vê seu serviço de entrega ao patrocinador, sem dele receber algo, como sendo “vantagem indevida ao patrocinador”. A ABCR tem opinião diferente sobre esse aspecto (ver matéria I dessa série).
Pesa sobre a Incentiv um grande número de referências negativas sobre seu comportamento, assinalado por diversos produtores – o próprio Secretário de Economia Criativa e Fomento Cultural do Ministério da Cultura, Henilton Menezes, afirmou à Marketing Cultural “que já ouviu relatos sobre isso” referindo-se à Incentiv.
Mas, quem relatou, não apresentou provas.
BALUARTE CULTURA – https://baluartecultura.com.br/
Razão Social: Baluarte Agência de Projetos Culturais
Não informa endereço na homepage do site e nem em Contato, mas é:
Rua da Quitanda, 187, Sala 701 – Rio de Janeiro/RJ.
Cita em sua homepage cases com empresas Shell, Wilson Sons, Instituto Algar e Instituto Neoenergia. E que já trabalhou com BNDES, Amil, Equinor, Petrobras, entre outras.
Perfil
Oferece soluções customizadas para cultura, educação e sustentabilidade. Para isso mantém Plataforma de Patrocínio e Investimento Social Privado, Plataforma de Sustentabilidade e Programas e Projetos de Cultura e Educação, que não estão disponíveis na homepage – é necessário preencher formulário em Contato.
Afirma que desde 2005 já foram mais de 8 milhões de pessoas beneficiadas e R$120 milhões mobilizados.
Posicionamento
Respondeu a todos os questionamentos. Entre eles:
- Quando realizamos a captação de recursos para os projetos buscando ativamente a interação entre o projeto habilitado e um potencial patrocinador, entendemos se tratar de um serviço de captação de recursos ao projeto. Quando é esse o caso, sim, continuamos utilizando o modelo de remuneração pela captação de recursos.
- Sobre artigos inseridos em Decreto e na Instrução Normativa do MinC: “Não entendemos que o decreto e a instrução normativa vedem a realização do serviço de captação de recursos aos projetos, uma vez que se trata de um serviço legítimo de busca ativa de patrocínios, trazendo a possibilidade de realização do projeto através do valor captado.
A vedação se coloca quando há um serviço de consultoria, assessoria técnica ou avaliação de projetos diretamente para as empresas, nestes casos há a necessidade de que o pagamento pelo serviço de consultoria seja feito com recursos próprios da mesma. - Sobre o modelo de remuneração pelos serviços prestados pela captação afirma: “A Baluarte Cultura já operava com dois modelos diferentes de trabalho. Um focado na captação para os projetos que é prestado diretamente ao proponente e, portanto, remunerado pelo projeto; e outro, mais amplo, e não necessariamente relacionado a um projeto específico, que é uma consultoria especializada para empresas patrocinadoras, esses sim prestados diretamente a algumas empresas e que envolvem um amplo escopo de trabalho, incluindo análise da missão institucional dessas empresas e que são pagos diretamente pela empresa com recursos privados”.
Diferentemente das duas agências citadas anteriormente, a Baluarte afirma que, quando presta serviço de consultoria para empresas patrocinadoras, delas recebe um valor pelo trabalho.
A Baluarte foi citada em entrevista feita pela Marketing Cultural/Valor Cultural com o gerente executivo da Shell, Glauco Paiva, quando afirmou que utilizava essa agência para os serviços de recebimento, análise e encaminhamento de propostas. Ele não citou diretamente, mas soubemos por outros meios que a companhia paga por essa consultoria.
Falta à Baluarte informações mais detalhadas em sua homepage quanto aos serviços que presta e prestados. Seu Relatório Anual de Resultados, disponível no Menu, é de 2021 com ocorrências havidas em 2020.
Deveria deixar mais explícitos em seus próximos relatórios quais os projetos por ela viabilizados, quem patrocinou e com quanto.
A título de curiosidade, todos os cargos de sócios, gerentes e consultores são ocupados por mulheres.
SIMBI – https://simbi.social/
Avenida Angélica, 2.529. São Paulo/SP
Possui lista grande clientes e afirma que mais de 40 multinacionais utilizam a plataforma Simbi.
Perfil
É uma social tech que oferece um ecossistema de soluções de gestão de investimento social.
Conhecida antes como Simbiose Social, passou a adotar o nome Simbi.
As atividades executadas pela Simbi para iniciativas sociais são: apresentação para investidores dos projetos mapeados pelos seus assessores dentro da plataforma simbiótica; auditoria (caso contratado pelo investidor); e a operacionalização do aporte, caso a iniciativa tenha sido selecionada. Afirma que a execução dessas atividades não é cobrada.
Posicionamento
A Simbi respondeu a todos os questionamentos e posicionou-se claramente contra o modelo adotado por agências de prestarem serviços gratuitos para empresas patrocinadoras. Sobre as novas normas aplicadas pelo Ministério da Cultura afirmou:
“A equipe da startup considera essa Normativa como uma evolução necessária para o mercado, visto que existe hoje uma concorrência desleal – vivenciada pela Simbi, em várias ocasiões – de agências que prestam serviços gratuitos para empresas. Neste cenário, empresas que cobram pelo serviço de gestão do investimento de patrocinadores, entram em uma concorrência desleal com agências que prestem este serviço “gratuitamente”, gerando assim uma vantagem indevida ao patrocinador”.
Outras respostas envolveram:
- Sobre se é pago um fixo para o serviço de recepção, análise e encaminhamento dos projetos escolhidos para o patrocinador respondeu que sim, cobra por todos os serviços que são prestados ao patrocinador.
- Sobre se a Simbi também fica com a porcentagem de captação prevista em projetos incentivados dos proponentes, em geral até 10% do valor do projeto, respondeu:
“Não, hoje a Simbi não é remunerada via porcentagem de captação de recursos.
“No passado, a startup já teve produtos voltados à captação de recursos, sempre alinhados à legislação vigente, trazendo uma clara distinção operacional e contratual entre o serviço prestado a patrocinadores e a proponentes”.
3. Sobre se as novas normas do Ministério da Cultura, de alguma forma, fizeram a startup reavaliar algum procedimento feito antes, respondeu:
“Desde o ano passado, a Simbi aderiu a um movimento de descontinuar alguns produtos e focar em outros. Com isso, e a fim de evitar interpretações equivocadas, a empresa decidiu encerrar algumas soluções para organizações sociais, mesmo que elas tivessem o objetivo de dar visibilidade a proponentes, com uma clara divisão entre as prestações de serviços, respaldo jurídico, não condicionalidade e consentimento total dos proponentes em suas contratações.
“A iniciativa do Ministério da Cultura, nessa Normativa específica, segue uma abordagem já existente anteriormente em outras leis, como é o caso do PROMAC (Art. 20 do Edital 2021 do PROMAC). Dessa forma, a Simbi sempre garantiu que o seu modelo de atuação fosse alinhado às legislações”.
Análise
Daniele Torres, representante da ABCR, durante entrevista reproduzida na primeira matéria dessa série, afirmou que a entidade notara que algumas plataformas haviam mudado seu modelo de atuação no atendimento aos interesses de patrocinadores, e parece que a Simbi foi uma delas.
O perfil dessa plataforma é diferente das mencionadas acima porque centra-se mais na gestão do investimento social e afirma realizar conexões através de verba direta ou incentivada, o que também a difere das demais que centralizam seu negócio somente com projetos aprovados por alguma lei de incentivo.
Seu posicionamento referente ao comportamento de agências que prestam serviços gratuitos ao patrocinador é um recado importante para o mercado.
PORTAL DO INCENTIVO – https://portaldoincentivo.com.br
Rua Cônego Rocha Franco, 325, sala 1501
Bairro Gutierrez – Belo Horizonte/MG
Não divulga em seu site empresas com quem já trabalhou.
Perfil
Seu lema é: “Somos especialistas em leis de incentivo. Conectamos empresas a projetos incentivados”.
Não foi encontrado no site campo para cadastramento de projeto – apenas o de contato.
Há seções como Leis de Incentivo, explicando como funcionam as leis: O que elaborar, sobre como elaborar projetos para diversos segmentos culturais; Como elaborar, composto por diversos e-books capacitadores e Como Incentivar, detalhando os incentivos fiscais que as várias leis oferecem e uma página sobre compliance social, afirmando que “ela tem como objetivo principal aplicar as regras de compliance aos interessados em aderir aos projetos de incentivo à cultura, ao esporte e ao bem-estar social, estimulando relações mais transparentes no âmbito empresarial e governamental”.
Possui ainda uma calculadora sobre quanto pode ser abatido de imposto para empresas que trabalham sob lucro real, presumido ou Pessoa Física.
Posicionamento
Enviou respostas ao questionário, mas pediu para não publicá-lo. Porém elas não diferiram das enviadas por várias outras agências, tais como: que trabalha exclusivamente à taxa de sucesso, prestando serviço exclusivamente para proponentes de projetos. Que o principal serviço que oferece é a busca ativa por patrocinadores e que se nenhum projeto de seu portfólio interessar à empresa, e ela autorizar, buscará um projeto adequado ao perfil que ela deseja.
Análise
Esse foi um caso curioso. Após recebimento do questionário, responsável pelo portal ligou para redação para falar sobre “como funciona esse mercado” e citando comportamentos antiéticos de empresas e agências, inclusive solicitações de divisão da comissão por captação e outros fatos dos quais tinha provas com áudio e texto.
Mas dias após recuou, disse que não estava se sentindo confortável para fornecer as provas e até pediu documento de identidade do jornalista.
Depois respondeu ao questionário com solicitação de que não fosse publicado (???).
Mas muitas irregularidades que citou ocorrem mesmo no mercado e algumas já foram abordadas nas matérias anteriores dessa série.

NÃO RESPONDERAM
NTZ – https://www.agenciantz.com.br/
Avenida Cassiano Ricardo, 401, Sl 801. São José dos Campos/SP
Em seu site mostra várias marcas que já passaram pela NTZ, entre elas Instituto Baccarelli, DM Card, Projeto Guri, Instituto Hatus, Conservatório de Tatuí, entre outros.
Perfil
Divide seus serviços por dois segmentos: Cultura, Esporte e Desenvolvimento Social e Comunicação, Marketing e Eventos.
No primeiro oferece elaboração de projetos para leis de incentivo, Estratégias para captação de recursos, Prestação de contas, Palestras e treinamentos, Gestão do Investimento Social Corporativo e Relacionamento com patrocinador.
Para o segundo oferece, entre outros itens, Viabilização de parcerias e patrocínios, envolvendo elaboração do plano de cotas e contrapartidas, design do book de vendas, captação ativa por meio de ferramenta de CRM e produção de relatórios.
Posicionamento
Não respondeu ao questionário enviado.
Análise
Seu foco principal aparenta ser organizações sociais, mas falta transparência sobre o serviço “captação ativa por meio de ferramenta de CRM e produção de relatórios” e o que seria “relacionamento com patrocinador”.
No Banco de Dados do seu nome não aparece como proponente de nenhum projeto.
FN PATROCÍNIOS – https://feliponichetti.com.br/
Avenida São José, 618 – 11º Andar
Bairro Cristo Rei – Curitiba / PR
Em seu site não cita empresas para as quais intermediou patrocínio – publica apenas alguns depoimentos de clientes.
Perfil
FN são as letras iniciais de Felipo Nichetti, que afirma ser especialista em captação de recursos e cujo nome forma a url de seu site profissional.
Anuncia ser “uma empresa especializada na área de captação de recursos, nosso cliente é você, a Empresa, assessoramos você a encontrar os melhores projetos nas áreas de Leis de Incentivo ou patrocínio direto”.
Oferece serviços de intermediação de projetos por meio de relacionamentos, marketing de experiência e exposição de marca; redirecionamento de impostos para projetos incentivados; consultoria em captação de recursos; desenvolvimento de projetos para leis de incentivo e desenvolvimento de palestras e workshops.
Cita que mais de 70 projetos já foram atendidos e mais de R$ 15 milhões mobilizados.
Posicionamento
Não respondeu ao questionário
Análise
Felipo Nichetti não deixa dúvida sobre o modelo de negócio que utiliza na intermediação de patrocínio. Em seu site se pode ler os seguintes parágrafos:
“Além de termos alguns projetos conosco, a nossa proposta é entender e atender a sua necessidade. Nos conte o que procura? Qual a sua causa? O que realmente faz sentido para sua empresa? A FN Patrocínio terá o prazer em assessorá-lo com esse serviço.
“Quanto custa? NADA nós somos remunerados pelo % de captação do projeto, ou seja nem a sua empresa e nem o proponente nos paga, recebemos da rubrica do projeto. Além de não ter custo para a sua empresa, há benefícios com apoiando causas que podem melhorar ações em seu Bairro, Cidade, Estado e o nosso País. Sem contar que muitos projetos oferecem contrapartidas vantajosas para você como: Exposição da sua marca, ações de Marketing, Marketing de Experiência e com possibilidades de geração de negócios para a sua empresa”.
Não se pode avaliar quais empresas já fizeram uso de seus serviços porque nada consta no site e não houve resposta para o questionário enviado.
Também não é possível confirmar a informação sobre com quem ou em quais projetos foram mobilizados R$ 15 milhões, como divulgado no site.
Pelo menos deixa claro como atua no mercado.
POINT COMUNICAÇÃO E MARKETING – http://www.pointcm.com.br/
Rua Tabapuã, 41, Cj. 84. São Paulo-SP
Possui em seu site a marca de 66 empresas classificadas como “Nossos clientes”, entre eles OAS, MAM, Citi, Ediouro, FGV, Folha de S. Paulo, entre outros. Ver em http://www.pointcm.com.br/clientes.html
Perfil
Possui vários tipos de serviços. Em sua apresentação afirma que “foi criada em 1991 com o objetivo de atender às necessidades de Entidades de Classe, Instituições sem fins lucrativos, e empresas em geral que, interessadas em desenvolver seus respectivos negócios, buscam a terceirização de sua área Comercial e de Marketing”. E ainda que “atua fortemente no desenvolvimento de publicações setoriais customizadas, na organização de eventos, na comercialização de Patrocínios e Espaços Publicitários”.
Vê-se, portanto, que empresa não é focada apenas em captação de recursos, mas esse é um tipo de serviço que oferece, ao afirmar que:
“A Point é a primeira empresa especializada em captação de recursos, apoios financeiros e patrocínios do Brasil. Viabilizamos seus projetos com ideias adequadas aos seus objetivos a partir de nosso relacionamento com empresas de todos os setores da economia”. Afirma ainda que “realiza elaboração de cotas de patrocínio ou precificação dos anúncios, incluindo forma de participação e valores envolvidos; e definição da estratégia de captação envolvendo lista de potenciais patrocinadores ou anunciantes e respectivos executivos-chave para contato”.
Posicionamento
Não respondeu ao questionário
Análise
Em função das diversas atividades que exerce, principalmente ligadas a Sindicatos, assembleia com credores e cadernos especiais, particularmente para a Folha de S. Paulo, os logos das marcas exibidos em seu site aparentam não ser, necessariamente, por intermediação de patrocínio.
Mas empresa não deixa claro qual é seu modelo de negócio quando intermedia patrocínios. E posicionamento fica mais obscuro quando não respondeu aos questionamentos.
E quando se tentou utilizar o formulário existente em Contato, foi dado erro.
OBBI PRODUÇÕES – https://www.obbiproducoes.com.br/
Não informa endereço em seu site, mas é:
Alameda Terracota, 215, Conj 518, São Caetano do Sul/SP
Não menciona empresas que tenha intermediado patrocínio, porém cita cases de eventos que realizou, mas restritos ao período de 2017 a 2019.
Perfil
É produtora de eventos que afirma trazer ao mercado um conjunto de soluções inovadoras, criativas e tecnológicas para transformar sua ideia em um grande evento.
Serviços contemplam as áreas de consultoria, produção, captação de recursos, infraestrutura e promoção e vendas.
No quesito Captação de Recursos define serviços em dois parágrafos, sob o título: Encontre parceiros no mercado para apoiar e patrocinar sua ideia.
“Buscamos parcerias no mercado que tenham interesse em apoiar ou patrocinar sua ideia, e desta forma, contribuam para o sucesso e a sustentabilidade do seu evento.
Realizamos estudo técnico, analisamos o perfil do público do evento e as empresas que possam ter interesse nesse público, criamos um projeto indicando as contrapartidas possíveis e vamos a campo firmar parcerias de sucesso”.
Posicionamento
Não respondeu ao questionário
Análise
Como algumas empresas acima, não informa como se dá o relacionamento com patrocinadores e o que cobra do proponente, ou da empresa, pela realização do serviço de captação.
No menu superior do site há o campo Blog, com a frase: “Principais projetos que a Obbi ajudou a construir com um conjunto de soluções criativas e inovadoras”.
Mas nenhum projeto aparece. Página está vazia.
Empresa tem baixíssimo nível de transparência. Não há projetos mostrados para comparar, seus cases de sucesso são antigos e não se sabe como ela se relaciona com proponentes ou patrocinadores.
CAMISA 9 – https://www.camisanove.com.br/
O nome é Camisa 9 e Consultoria.
Também não informa endereço no site, mas é:
Rua Alzira Marcondes 225 Bloco 4; Apt 45. Residencial Parque da Fazenda. Campinas/ SP
Publica logos de marcas com a frase “Histórias que ajudamos a escrever”. Entre as marcas estão Locaweb, RD Summit, Arkad, entre outras.
Publica também alguns depoimentos de produtores e patrocinadores.
Perfil
Empresa afirma que “nasceu com o mesmo objetivo no business event: atuar como um legítimo atacante, ajudando organizadores de eventos a encontrarem seus patrocinadores e expositores ideais através de uma captação especializada, focada diretamente no público alvo, traduzindo assim toda a estratégia do evento em resultados financeiros”.
Oferece os serviços de captação de recursos, consultoria ao produtor e patrocinadores e Lei de Incentivo.
Sobre captação de recursos afirma:
“Com mais de 8 anos de experiência de seus sócios no mercado de captação de recursos, a Camisa 9 vem ajudando produtores e organizadores de eventos corporativos a encontrarem seu patrocinador ideal através de uma captação especializada, focada no público alvo do evento em questão”.
E que também faz captação de patrocínios para projetos aprovados através de leis de incentivo fiscal.
Posicionamento
Não respondeu ao questionário.
Análise
Em seu site, no item Calendário de Eventos 2023, o interessado necessita preencher um formulário para conhecer, ao lado da mensagem:
“Aqui você encontra os eventos que estamos representando em 2023. Concentre as negociações de patrocínio de diversos eventos em um único contato e tenha acesso a descontos e benefícios fechando mais de um patrocínio com a Camisa 9”.
Que descontos serão esses ou benefícios oferecidos só saberá quem preencher o formulário e fornecer seus dados com nome, empresa, e-mail e número do celular.
Baixado, documento revela diversos eventos programados para o restante do ano, e com tratamento em base do K. Exemplo: SEO Summit. Público: 20K. Cotas de patrocínio: 10K – 120K.
Não há registro de que alguma cota tenha sido fechada.
Como outras agências, oferece pouca transparência sobre modelo de atuação.
E escolheu não responder aos questionamentos.
CAPTURE SEVEN
Razão Social: Capture Seven Marketing e Captação de Recursos e Patrocínios Ltda.
Rua Teodoro Sativa, 39 – Freguesia (Jacarepagua). Rio de Janeiro (RJ).
Foi fundada há pouco mais de um ano, com sede em Jacarepaguá (RJ).
Não foi encontrado site na Internet; apenas uma referência no Linkedin (https://www.linkedin.com/company/capture-seven/).
Perfil
Na página do Linkedin informa que: “Ajudamos Produtores Culturais (Audiovisual e Eventos) na Captação de Recursos e Patrocínios através de empresas privadas”.
Seu lema é: “Você traz o projeto. O resto é com a gente”.
Afirma que ajuda Produtores Culturais (Audiovisual e Eventos) na Captação de Recursos e Patrocínios através de empresas privadas e que, atualmente, está com quatro Projetos em fase de captação.
No Linkedin informa ter um funcionário.
Posicionamento
Não foi encontrado site ou e-mail para envio do questionário, mas este foi enviado via Linkedin.
Não houve resposta.
Análise
É classificada como microempresa. Não oferece nenhuma transparência tanto para acesso quanto para resultado, forma de abordagem ou relação com patrocinadores.
REALIZA CAPTAÇÃO DE PATROCÍNIO
Por nenhum canal fornece endereço. Sabe-se que foi fundada em 2022 e tem sede em Brasília (DF).
Não possui website e suas únicas referências estão no Instagram e Linkedin
Perfil
Afirma ser uma empresa de captação e experiências para eventos, captação de patrocínio para artistas, ativação, positivação e experiência de marcas.
Única informação disponível é essa:
“A Realiza surgiu para ajudar você, produtor de eventos e, você também, marca, a conectarem-se.
Um bom evento tem bons patrocinadores.
Uma marca sólida está em eventos de sucesso.
E nós, Realiza, cuidamos de tudo isso para você.
Chega de procurar patrocínio, afinal, você tem um evento para produzir e, sabemos, é muito trabalho.
E você, marca, fique tranquila! Vamos cuidar para que você seja vista e valorizada, sem estresse, ok?”.
Análise
Nem é possível analisar uma empresa que se dispõe a captar patrocínio para artistas e nem site possui ou, pelo menos, seja mais informativa em suas mídias sociais. Abre brechas para duvidar de sua confiabilidade.
HUB DO INCENTIVO – https://www.hubdoincentivo.com.br/
Razão Social: Hub do Incentivo e Serviços LTDA
Rua Barão de Jundiaí, 523, São Paulo (SP)
Perfil
O site está há muitos meses em construção e seu acesso é via Instagram
Entre os campos disponíveis, Empresas Conectadas e Depoimentos estão vazios. Em Vídeos há somente um depoimento do CEO da empresa, Marco Ferragina, sobre a importância da utilização de leis de incentivo e chamamento para utilizar os serviços da empresa.
No feed há diversos posts, incluindo o edital do Mapfre para projetos incentivados. E alguns com mensagens como: “Está com dificuldade em achar projetos incentivados com o posicionamento e realização nas áreas de atuação da sua empresa?”. E que “a nossa equipe faz o trabalho completo para você, desde a busca pelos projetos de acordo com o briefing, até a parte burocrática do processo, garantindo a melhor entrega possível!”.
Posicionamento
Não respondeu ao questionário enviado por e-mail. Pelo Instagram foi enviada solicitação de contato, sem resposta.
Análise
É difícil entender como uma agência que atende empresas como Mapfre ainda não tenha um site, já que o aviso “página em construção” permanece há vários meses.
Nenhuma tentativa de contato resultou em retorno. Seu Instagram tem 72 publicações e 348 seguidores, com posts como anúncio de fechamento de parceria com a COB Expo com código de desconto, e outros como Segredos para Fidelizar o Patrocinador.
Quais empresas já atendeu, quais projetos viabilizou, como é a relação que mantém entre proponentes e patrocinadores?
São perguntas sem respostas, que maior transparência poderia fornecer.
*É Editor-Chefe de VALOR CULTURAL/Marketing Cultural, que têm entre seus propósitos dar visibilidade a bons projetos ou ações, valorizar empresas que praticam patrocínios conscientes e apontar aquelas que fingem ser o que não são no campo da Responsabilidade Social.
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Patrocinadores X Agências. Entenda Como Funciona Essa Relação (Parte IV – Episódio 1)
CRÉDITOS
Homepage: Imagem de Pete Linforth
Topó da página: Imagem de Hebi B.
Olho: Imagem de Jonathan Sautter
Montagem e engrenagem: Imagem de Gerd Altmann
Mãos: Imagem de Vicki Nunn
Dark: Imagem de Dark Nature
Emoji: Imagem de Silvia
