
O maior diferencial entre o uso da lei Rouanet de 2021 para 2022 foi o volume de verba aplicada em projetos por empresas com filial ou sede na região Nordeste.
Mas o crescimento de 61,2% na captação, verificado no ano passado, não significa que os projetos da região foram mais beneficiados com esse aporte financeiro e a razão é sempre a mesma: a maioria das empresas não se interessa por projetos locais.
Esse fenômeno é antigo e se os gestores da administração passada, da Secretaria Nacional de Cultura, pensaram em beneficiar mais as ações realizadas por aquelas bandas, se enganaram de novo.
A Região Norte continuou sofrendo do mesmo problema, mas muito mais grave. Há exceções, mas quase todas as companhias não escolheram projeto local para ser patrocinado, nem mesmo as grandes empresas que também usufruem da renúncia fiscal oferecida pela Zona Franca de Manaus, criada em 1967.
“Esta Zona conta com cerca de 470 empresas que empregam atualmente, em média, 92 mil trabalhadores efetivos, pelos últimos números da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Em 2021, faturou R$ 162 bilhões, importou cerca de 68% dos insumos, mas não exportou mais do que 2% da produção. Como aponta estudo dos economistas Amanda Schutze, Rhayana Holz e Juliano Assunção, do Núcleo de Avaliação de Políticas Climáticas da PUC-Rio/Climate Policy, as indústrias usufruem das benesses fiscais, mas não promovem renda para a região. Pagam baixos salários: cerca de 4% a 5% do faturamento ante 11% do faturamento das indústrias do resto do País”. Essas informações estão no artigo assinado pelo jornalista Celso Ming, do Estadão, publicado em 29/12/2022.
Compreender esse cenário só reforça o entendimento de que as companhias ali sediadas, ou que possuam filiais, também usufruem das benesses fiscais oferecidas pela lei Rouanet, e, igualmente, não promovem renda para a região.
Embora a Zona Franca não atinja o Nordeste, o princípio é o mesmo. Os mais de R$ 200 milhões que essas duas regiões captaram para investir em projetos incentivados, favoreceram largamente os produtores culturais do Sul e Sudeste, principalmente, e que, tradicionalmente, são os que mais atraem recursos.
Este levantamento, feito nas duas Regiões, objetiva corroborar esses argumentos e demonstrar como essas companhias, que possuem sede ou filais nessas regiões, se comportam no apoio a projetos culturais com uso do incentivo fiscal federal.
Ele pode servir, também, para mostrar a produtores por quais projetos elas têm demonstrado interesse.
REGIÃO NORTE
Captado em 2021 – R$ 29.109.307
Captado em 2022 – R$ 21.067.155
É o primo pobre das regiões. Além do pouco investimento, não ajuda o fato de que quase todas as empresas que utilizaram essas unidades da Federação direcionarem as verbas em projetos do Sul e Sudeste.
Veja a análise por Estados e seus maiores investidores.
ACRE – R$ 5.011.700
EMGEPRON – É Empresa Gerencial de Projetos Navais, pertencente à Marinha do Brasil. Nominalmente foi o maior investidor do Estado, mas sua sede é no Rio de Janeiro, assim como o projeto, que é o projeto executivo de arquitetura para a construção do Museu Marítimo do Brasil.
Essa ação foi aprovada sem ressalvas, incluindo até os centavos. Captou R$ 5,7 milhões no total, com colaboração também da Repsol, Norsul e Tecon Rio Grande.
Total aplicado no ano: R$ 4 milhões.
TAURUS – Fabricante de armamentos, é tradicional investidor incluído no Banco de Dados como sendo desse Estado, mas sua sede é no Rio Grande do Sul e só patrocina projetos de fora. Em 2022 direcionou R$ 300 mil para uma Série de Concertos Internacionais, no Rio de Janeiro, e R$ 200 mil para o Festival Diálogos, de artes integradas, em São Paulo, proposto pela Congregação Israelita Paulista, que captou R$ 1 milhão para essa ação.
Total aplicado no ano: R$ 500 mil.
PROSSEGUR – Especialista na área de segurança, também utiliza esse Estado todo ano para aplicar em projetos de fora. Em 2022 apoiou o Evita Open Air, em São Paulo, com R$ 250 mil, e a programação com acessibilidade do Theatro Net SP, com R$ 163 mil.
Total aplicado no ano: R$ 413 mil.
CALÇADOS WIRTH – Mesmo caso da Taurus. Está listada como incentivador do Estado, mas é do Rio Grande do Sul. Embora utilizando verba menor do que as anteriores, empresa apoiou cinco ações, mas todas realizadas onde tem sede. Maior verba (R$ 40 mil) foi para a programação cultural do Festival Nacional da Lavanda. Outras ações envolveram projetos de multiplicadores em educação musical, música nas comunidades e Natal dos Anjos.
Total aplicado no ano: R$ 95 mil.
Vê-se, portanto, que nenhum projeto do Estado foi patrocinado pelas empresas que mais utilizam incentivo fiscal.
AMAPÁ – R$ 1.137.528
TONDO –Dono da marca Orquídea, é tradicional fabricante de produtos derivados de trigo. Embora a Tondo S/A esteja lançada como apoiadora no Estado do Amapá, seu CNPJ remete para a sede no Rio Grande do Sul, mais especificamente para o município de Caxias do Sul. Foi a única empresa registrada que apoiou projetos culturais – outras duas contribuições foram de Pessoas Físicas. Aplicou R$ 30 mil no Cine Arte Folclores, em São Paulo. Outros três receberam R$ 20 mil cada: 4ª Edição do Teatro Viajante (RS), Geração de Talentos (SC) e Natal Bento (RS).
Total aplicado no ano: R$ 90 mil.
AMAZONAS – R$ 28.117.790
CROWN EMBALAGENS – O maior patrocinador do Estado destinou toda a verba em projetos no Rio Grande do Sul e um Santa Catarina. A Crown Embalagens Metálicas da Amazônia S/A não tem interesse em projetos da região. Utilizou bastante o incentivo fiscal federal com origem nesse Estado, sendo quase tudo (R$ 5,7 milhões) endereçado para o Instituto Ling, de quem é mantenedor. O restante foi dividido para o POA Jazz Festival; Bienal de Artes Visuais do Mercosul; Porto Verão Alegre; Casa de Cultura de Mário Quintana e o 5º Pianístico de Joinville, cujo proponente é gaúcho.
Total aplicado no ano: R$ 6.633.200.

AROSUCO – Distribuidora de bebidas, pertence à Ambev e nem site tem, mas pelo menos possui o mérito de destinar maior parte da verba (R$ 2.255.894 ) para o Festival de Parintins (AM), com apresentação dos Bois Garantido e Caprichoso. Restante foi para o Brasil Guitarras (BA), 4º Quitutes e Batuques (SP), Guardiões das Águas (SP), exposição Alceu Valença, revitalização da Escolas de Belas Artes em Pelotas (RS) e plano Anual da Fundação Padre Anchieta (SP).
Total aplicado no ano: R$ 5.006.666,67.
NOVAMED – Terceira maior patrocinadora do Estado, pertence ao Grupo NC. Como informa em seu site é a primeira empresa a produzir medicamentos na história da Zona Franca de Manaus, mas nem um tostão de seu incentivo fiscal vai para projeto da região. Maior parte da verba é dirigida para o segmento de Música Erudita, como planos anuais do Mozarteum e Instituto Baccarelli; outros planos anuais da área Museus e Memória, peças de teatro e musicais e planos de exposições.
Total aplicado no ano: R$ 4.732.156.
PARÁ – R$ 10.390.922,95
CELPA – Essa era a sigla da Centrais Elétricas do Pará, e seu CNPJ ainda está sendo utilizado no apoio a projetos culturais incentivados em nome da Equatorial Energia Pará, cujo grupo adquiriu essa empresa pelo valor simbólico de 1 real em 2012. Sua última aplicação com lei Rouanet havia sido em 2010 e voltou a ser útil em 2022.
Foi o maior incentivador do Estado, com o mérito de apoiar vários projetos da região e também do Nordeste como os contos lúdicos relacionados à “Folia de Reis: Encontro de Reisados” (PE), projeto de circo totalmente bancado com R$ 830 mil, assim como a peça Paixão de Pierrô (R$ 995 mil), ambas de Pernambuco.
Arte Pará, Varanda Cultural de Nazaré, I Festival de Teatro do Tapajós, Apresentação das Tribos Indígenas de Juruti, Música Para a Comunidades foram alguns das ações apoiadas no Estado, mas a maior verba aplicada foi para a montagem da Sinfonia Para Dois Mundos, obra de Don Helder Câmara, que bancou com R$ 1 milhão.
Total aplicado no ano: 4.967.846.
BANPARÁ – O Banco do Estado do Pará aplicou bem menos do que a Equatorial Energia, mas todos os projetos apoiados foram realizados em seu território.
Os que mais receberam verba foram a Apresentação das Tribos Indígenas de Juruti e o 5º Sonido – Música Instrumental e Experimental e ambos receberam R$ 400 mil cada. Os outros foram a exposição Caminhos da Arqueologia na Amazônia – Carajás (R$ 160 mil) e Varanda Cultural de Nazaré (327 mil).
Total aplicado: R$ 1.287.000.
AGROPALMA – É produtora de óleos e gordura vegetal derivados do óleo de palma, com sede no município de Tailândia e pertencente ao Grupo Alfa.
Nos dois últimos anos demonstrou interesse maior pelo setor audiovisual e duas ações foram patrocinadas em 2022: o Cine Geek 3, com R$ 101 mil, e Re Ciclo de Cinema – Cultura e Conscientização, projeto itinerante que visitará escolas da rede pública de ensino com equipe especializada, que exibirão filmes educativos, e com quem colaborou com R$ 188 mil.
Mas a maior aposta no ano foi na Programação Cultural do Festival Amazônico de Gastronomia, que recebeu R$ 500 mil da empresa e teve impulso de outros R$ 226 mil pela Alfa Metro Indústria, com sede em Belém, pertencente ao Banco Alfa, que recentemente foi vendido ao Banco Safra.
Total aplicado no ano: R$ 1.015.554.
MRN – A Mineração Rio do Norte explora bauxita na região de Porto de Trombetas, a oeste do Estado, com operações em Oriximiná e Terra Santa. É uma Sociedade Anônima Fechada, com 40% das ações pertencentes à Vale.
Ficou ausente de aplicação em 2020 e 2021, mas em 2022 voltou apoiando dois projetos de fora do Estado.
Em 2019 havia financiado sozinha o Circuito de Cultura, que consistiu no fomento das ações artísticas e culturais das comunidades Quilombolas do Trombetas, desenvolvendo atividades diversas, através de oficinas de música, dança folclórica, customização de figurinos. Empresa bancou sozinha com R$ 661 mil.
Mas em 2022 os dois projetos patrocinados tiveram outro destino: foram R$ 500 mil para o plano anual da Associação Vaga Lume (SP) e R$ 428 mil para a temporada anual da Orquestra do Amanhã (RJ).
Total aplicado no ano: R$ 928.991.
RONDÔNIA – R$ 1.185.978
TERMO NORTE ENERGIA– O maior patrocinador do Estado apoiou dois projetos baianos em 2022: a XIII Jornada de Dança da Bahia e História Encantada, apresentação de Teatral Musical, que utiliza a linguagem artística do teatro para contar parte da História do Ocidente, com apresentações gratuitas em escolas de Salvador (BA).
O outro foi a Escola de Música Irmão Macedo, que realiza cursos de percepção musical, guitarra baiana, violão, guitarrão (seis cordas), percussão, bateria, teclado e baixo elétrico. A todos destinou R$ 250 mil. Não possui site.
Total aplicado no ano: R$ 750 mil.
SICOOB CREDISUL – A Cooperativa de Crédito de Livre Admissão do Sul da Amazônia posicionou-se como segunda maior patrocinadora do Estado, mas sua colaboração foi para bem longe, mais especificamente para o Instituto Sociocultural do Hospital de Amor, de Ribeirão Preto (SP). Em 2019 havia destinado R$ 45 mil para a Ampliação do Projeto Social Orquestra Villa-Lobos de Porto Velho.
Total aplicado no ano: R$ 126.336.
CAIRU – Fabricante de bicicletas, Grupo colaborou utilizando duas empresas: a Ciclo Cairu e Cairu Distribuidora de Lubrificantes. Sediada em Pimenta Bueno, prefere destinar sua verba incentivada para o Projeto Centro Cultural Ladainha, em Goiânia (GO), que oferece oficinas de Capoeira, Percussão, Balé, Capoterapia, Teatro, Violão popular, Pintura em Tela, Artesanato, Iniciação Musical Infantil, Canto e Coral; e ao Grande Concerto Sinfônico de Natal de Curitiba (PR). Vai entender.
Total aplicado no ano: R$ 123.305.
RORAIMA – R$ 308.650
GRANTERRA AGRO– Sua Razão Social é São Lucas Comércio e Representação Agrícola Ltda, empresa de mecanização agrícola e terraplanagem para pequenas, médias e grandes propriedades rurais, com sede em Boa Vista.
Pela primeira vez utilizou o incentivo fiscal federal, e a totalidade financeira que se dispôs a ajudar um projeto, foi para São Paulo a fim de colaborar majoritariamente com o espetáculo musical instrumental chamado “Vida Caipira: Uma Celebração a Música e Cultura Sertaneja“.
Total aplicado no ano: R$ 200 mil.

SAVARAUTO – A Savarauto Comércio Importação e Exportação de Veículos Ltda pertence ao Grupo Savar, com sede em Porto Alegre (RS) e é concessionária de veículos Mercedes Benz, Dodge, Chrysler, entre outros.
Destinou R$ 94.700 para o plano anual da Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre e, em nome da Savarauto Boa Vista Veículos, enviou mais R$ 60 mil para a Fundação.
Sua sede gaúcha também colabora com a Fundação, e mais a OSC Doutorizinhos, de palhaços em hospitais. Via Roraima a aplicação da empresa foi somente de R$ 94.700.
RONDOBRAS – A Rondobras Auto Peças e Distribuidora de Peças possui várias ramificações nos Estados do Norte e todas elas patrocinam apenas um projeto: o Plano Anual de Atividades Fundação Canal 20, proposto pela Fundação Casal 20, de Cascavel (PR), que prevê programação televisiva e radiofônica para aliar educação, comunicação de alcance social, cultura e entretenimento de qualidade que fomente a produção local, regional e nacional.
Esse projeto já captou mais de R$ 1 milhão. Em 2022, via filial em Boa Vista, a colaboração da empresa foi de R$ 12 mil.
TOCANTINS – R$ 1.456.622
INVESTCO – Essa empresa geradora de energia elétrica, pertencente ao Grupo EDP Brasil, tem sede em Miracema do Tocantins, mas passa longe de qualquer interesse em projeto local.
Há vários anos só direciona verba para o Museu da Língua Portuguesa ou Museu do Ipiranga, já que a empresa matriz é patrocinadora master dessas ações.
Mas em 2022 saiu do script e se propôs a ajudar o Restauro e Readequação do Teatro Carlos Gomes, no Espírito Santo. Foi a única ação apoiada.
Total aplicado no ano: R$ 619.200
ENERGISA TOCANTINS – Antiga Energia Elétrica do Estado do Tocantins (Celtins), deu força para um projeto do Estado chamado Turnê Orquestra Viva Música – Tocantins em Concerto. Mas a verba aplicada (R$ 60 mil) foi pequena frente à outra ação apoiada, Oficinas Culturais, de São Paulo, que recebeu R$ 450 mil.
Total aplicado no ano: R$ 516 mil.
ITPAC – O Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos é um Centro Universitário com sede em Araguaína que fez uso de incentivo fiscal federal pela primeira vez.
Sua contribuição foi para o projeto chamado Hora da Leitura que, embora tenha um proponente carioca (Instituto Oldemburg de Desenvolvimento), tem o intuito de implantar 30 Salas de Leitura Comunitárias (bibliotecas) em diversas regiões do País, com um acervo de 1.000 livros cada. O projeto captou R$ 560 mil.
Total aplicado no ano: R$ 280 mil.
NORDESTE
Captado em 2021: R$ 84.717.783
Captado em 2022: R$ 136.566.021
Região com mais Estados na Federação, também sofre por filiais ou empresas ali sediadas se interessarem mais por projetos do Sul ou Sudeste. Mas algumas são fiéis a projetos locais e houve um grande salto no valor total captado durante o ano. Veja a análise por Estados.
ALAGOAS – R$ 1.137.528
MEDCOOP – Em 1999 a Cooperativa de Serviços de Médicos e Hospitalares de Maceió passou a gerir o antigo Hospital do SESI, que desde então passou a chamar-se Hospital Memorial Arthur Ramos.
O maior patrocinador do Estado não teve interesse em nenhum projeto da região. As três propostas que aceitou foram as da Programação com Acessibilidade Theatro Net Rio, a quem endereçou R$ 272 mil; a exposição FLA-Memória (R$ 145 mil) e o Plano Bianual Teatro Riachuelo e Prudential 2021/2022 (R$ 275 mil), todos no Rio de Janeiro.
Total aplicado no ano: R$ 692 mil.
CEAL – A Companhia Energética de Alagoas, agora Equatorial Alagoas, patrocinou apenas um projeto mas, pelo menos, ele foi realizado no Estado. Bancou quase sozinho o Núcleo de Orquestras Jovens de Maragogi, proposto pela Associação Viva a Música, de Tocantins.
Pertence ao grupo Equatorial Energia.
Total aplicado no ano: R$ 224.014.
PESSOA FÍSICA – O terceiro maior patrocinador do Estado foi uma Pessoa Física, que aplicou R$ 99 mil em um Fórum de Formação em Arte-Educação realizado na Bahia.
Com valores menores do que R$ 82 mil aplicaram CAB – Águas do Agreste com a exposição Monet à Beira d´Água, realizada no Rio de Janeiro; a Krona Tubos e Conexões do Nordeste, cuja sede é em Joinville (SC), com unidade no município alagoano de Marechal Deodoro e que foi utilizada para endereçar verba para a Escola do Teatro Bolshoi, que fica em Santa Catarina.
BAHIA – R$ 19.521.597
FERBASA – A Cia de Ferros Liga da Bahia foi o maior patrocinador ao apoiar oito projetos, sendo quatro ligados diretamente ao Estado, dois ao Nordeste, um oriundo do Rio Grande do Sul chamado Sacola Literária, e outro de São Paulo, apresentado pela Cia BuZum. Sua maior contribuição foi para a requalificação do Memorial da Irmã Dulce, a quem destinou R$ 2 milhões. Outros projetos do Estado foram a Bienal Internacional do Livro da Bahia (R$ 200 mil); Programa Neojiba (R$ 200 mil) e o Circuito Cultural Bahia (R$ 950 mil).
As 4ª e 5ª edições da Orquestra Sinfônica Canta Luz, procedente do Piauí, recebeu R$ 1 milhão. A gaúcha Sacola Literária ficou com R$ 200 mil e Árvores Brasileiras, circuito de humor da Cia BuZum!, R$ 200 mil.
Total plicado no ano: R$ 5.110.000
PROQUIGEL QUÍMICA – Situada no município de Camaçari, pertence ao Grupo Unigel, é utilizada para direcionar verba para projetos de diversos Estados, incluindo Reconstrução do Teatro Cultura Artística, Festival do Teatro do Kaos, OPESP – Orquestra Parassinfônica, Plano Anual de Atividades Culturais do Programa Cubatão Sinfonia – Ano II e Restauração do Museu do Folclore, todos de São Paulo; Festival de Cultura Popular e Arte dos Reis (SE), Plano Anual Museu da Gente Sergipana 2020 (SE) e 20a. Festa Literária Internacional de Paraty – Flip 2022 (RJ).
Único projeto realizado na Bahia foi o Tamar Cultural, a quem direcionou R$ 100 mil. Maiores aplicações foram para o Festival de Cultura Popular e Arte dos Reis (R$ 682 mil) e Orquestra Parassinfônica e Cultura Artística (R$ 300 mil cada).
Total aplicado no ano: R$ 2.070.000.
JACOBINA MINERAÇÃO – É sediada no município de Jacobina, pertence à Yamana Gold e teve em 2022 seu maior volume de aplicação em projetos culturais com uso do incentivo federal, depois de um 2021 ausente. Mas o único projeto que pode ser identificado como diretamente ligado à Bahia foi o livro Bahia Aérea, do fotógrafo baiano Rui Rezende, a quem direcionou R$ 270 mil. Os restantes foram todos de fora, embora o Seminário Sertões Unidos, com origem no Espírito Santo, seja executado no sertão nordestino.
Os demais foram a peça Se Eu Pudesse Mudar o Mundo (SP), Circuito Praça Criativa (MG), Diverte Teatro Viajante (SP) e Era Uma Vez… Brasil (SP)
Total aplicado no ano: R$ 1.646.836.
SPE MIRANGA– Subsidiária da PetroRecôncavo, foi utilizada pela primeira vez para apoiar projeto cultural com lei Rouanet. Deu importante contribuição (R$ 1 milhão) para o projeto local de Requalificação do Memorial Irmã Dulce – MID, e à Voz do Olhar, de Artes Integradas, para o desenvolvimento de ações educativas para alunos e professores de escolas públicas e entidades sem fins lucrativos, nas linguagens de Luteria Experimental e Tradicional. Foi proposto pelo Centro de Pesquisa e Difusão da Arte-Imaginário, do Ceará.
Total aplicado no ano: R$ 1,5 milhão.
ELEQUEIROZ – Empresa do setor químico e petroquímico, sediada em São Paulo, desde 2021 passou a utilizar com mais força sua unidade em Camaçari (BA) no apoio a projetos incentivados. Patrocinou quatro projetos, mas só um ligado diretamente à Bahia. Foi o Barracão das Artes – Cultura e Cidadania, que atende a jovens em situação de vulnerabilidade social nos munícipios de Camaçari e Salvador. Empresa bancou sozinha o projeto com R$ 182 mil.
O restante da verba foi para Arte e Cultura Maranhense (MA), Programa Imagens em Movimento (RJ), que recebeu a maior verba (R$ 600 mil); e Brasil de Tuhu – Educação Musical, do Rio de Janeiro, a quem apoia desde 2021 e que obteve em 2022 a quantia de R$ 500 mil (em 2021 foram R$ 676 mil).
Total aplicado no ano: R$ 1.432.213.
CEARÁ – R$ 24.575.653
NACIONAL GÁS BUTANO – Tradicional distribuidora de gás, que atua também com as marcas Paragás e Brasilgás, pertence ao Grupo cearense Edson Queiroz e também teve em 2022 o ano em que mais utilizou incentivo fiscal.
Tirando projetos como Desfile de Natal em Blumenau e Oktoberfest (SC), Galo da Madrugada (PE), Natal Luz Para Todos (RS), é uma das empresas que mais dão força para os projetos locais.
Em 2022 patrocinou eventos como Cine Ceará, Cultura e Desenvolvimento Econômico do Nordeste, Exposições do Espaço Cultura Unifor, Museu da Fotografia de Fortaleza, Música para a Vida – Formação em Música Instrumental em Fortaleza; Ceará Natal de Luz e programação cultural do São João de Maracanaú e de Itapebussu.
Total aplicado no ano: R$ 4.154.246.
TERMELÉTRICA FORTALEZA – Lotada no município de Caucaia, desde junho de 2022 pertence ao Grupo Eneva, que atua nos setores de geração, exploração e produção de petróleo e gás natural, além da comercialização de energia elétrica.
Não era utilizada desde 2016 e em 2022 aplicou valor suficiente para coloca-la como segunda maior patrocinadora do Estado, embora nenhum projeto patrocinado seja do Ceará. O que chegou mais perto foi o Iniciação Cultural – Trânsito Seguro, voltado para a formação infantil, através de representações teatrais interativas com as crianças, com a peça teatral “Olha o Curumim no Trânsito“. Foi proposto pela Amazon Feiras, Eventos, Publicidades e Produções e realizado no Amazonas, com a quantia recebida de R$ 480 mil da empresa e outros R$ 250 mil da MPX Energia, que era seu nome original até ser encampada pela Eneva em 2014.
Outras ações foram Cinema no Parque (SP), Circuito das Artes (SP), Cultura nas Cidades (SP), Orquestra Sinfônica Brasileira (RJ), Rio Innovation Week (RJ). Só a orquestra ficou com R$ 1,2 milhão.
Total aplicado no ano: R$ 2.818.903.

GRENDENE – Após passar 2020 e 2021 investindo apenas R$ 20 mil em projetos incentivados, em 2022 voltou ao nível de 2019 e aplicou cifra superior a R$ 1,5 milhão só em projetos cearenses, o que foi boa notícia.
Sua maior colaboração foi para a peça Padre Cícero – A história de um santo do povo, a quem bancou com R$ 600 mil, e mais as ações Concerto de Natal – Sobral e Fortaleza (R$ 563.431), os livros Culinária Cearense, O Tempero Do Sol – História e Cultura da gastronomia do Ceará (R$ 60 mil) e Portal FWA – Centro de Memória e Biblioteca (R$ 140 mil), e o II FIMI – Festival Internacional de Música Instrumental do Ceará (R$ 200 mil).
É empresa do setor calçadista e sua sede é em Sobral (CE).
Total aplicado no ano: R$ 1.563.431.
MARANHÃO – R$ 7.840.296
CEMAR – Antes conhecida como Companhia Energética do Maranhão, ainda é utilizada a sigla CEMAR no registro do Pronac, embora o CNPJ já esteja atualizado como Equatorial Energia Maranhão.
Foi o maior patrocinador com origem no Estado, mas toda a verba aplicada foi para a carioca Orquestra da Vida, que propõe circulação de espetáculos de concertos sinfônicos com uma mistura inusitada entre uma orquestra de câmara, uma banda instrumental, um DJ – inserindo elementos eletrônicos, e dois cantores renomados que farão participação especial interpretando, pontualmente, clássicos da música com arranjos orquestrais.
Foi uma proposta da Santo Antônio Promoção e Marketing, do Rio de Janeiro.
O Grupo Equatorial tem várias concessionárias no Norte Nordeste, mas não costuma prestigiar os projetos dessas regiões. Empresa não aplicava desde 2001, quando ainda era uma estatal.
Total aplicado no ano: R$ 1.665.776.
FERROVIA NORTE SUL – É uma concessionária de ferrovias que opera parte da malha da Ferrovia Norte-Sul, no trecho entre Açailândia (MA) e Porto Nacional (TO), hoje pertencente ao grupo VLI Multimodal.
Utilizou menos da metade da verba aplicada em 2021, mas concentrou interesse em dois projetos audiovisuais em vez de restaurações, como foi no ano anterior.
Mas ambos são de origem mineira, no segmento de produção de curta e média metragem, envolvendo rádio/TV educativa. Foram eles Cores e contos de mares e morros: culturas populares em diálogo (R$ 499.486) e Práticas Artísticas e Juventudes: Geração de oportunidade e formação para a vida (R$ 450 mil).
O mesmo proponente, Agência de Iniciativas Cidadãs, emplacou os dois.
Total aplicado no ano: R$ 1.399.487.
MINERAÇÃO AURIZONA – Começou a aplicar em 2021 com R$ 619 mil e saltou para R$ 1,1 milhão em 2022. Pertence ao grupo EquinoxGold.
Tem sede na capital São Luís, mas nenhum projeto do Estado foi patrocinado. Preferiu os paulistas como o Cinema Itinerante Brasileiro, Mulheres em Foco (R$ 443 mil), a 7ª edição do livro O Reino das Águas e o plano anual da Orquestra Jovem das Gerais, este de Minas Gerais.
Total aplicado no ano: R$ 1.199.700.
GERA MARANHÃO – Essa usina termelétrica, que foi a quarta maior patrocinadora do Estado, o mais perto que chegou regionalmente no apoio a um projeto cultural foi ao cearense Programa de Música Jacques Klein, com quem colaborou também em outros anos.
As outras duas ações apoiadas foram de São Paulo: Memorial do Holocausto (R$ 50 mil) e Construção da Biblioteca e Espaço Cultural Dra. Claudia L. Epelman (R$ 50).
Quase toda a verba (R$ 950 mil) foi para o Programa de Música.
Total aplicado no ano: R$ 1.060.000.
PARAÍBA – R$ 2.495.677
ENERGISA PARAÍBA – O Grupo Energisa utiliza diversas de suas distribuidoras de energia para apoiar projetos, mas é com a paraibana que ele mais se beneficia do incentivo fiscal.
Pelo menos dá alguma atenção a projetos locais, como foi o caso do tradicional Fest-Aruanda do Audiovisual Brasileiro, a quem auxiliou com R$ 200 mil, e ao Natal Na Usina, edições 2021 e 2023, que recebeu R$ 420 mil.
Mas a empresa também contribuiu com dois projetos sergipanos: o Plano Anual Museu da Gente Sergipana (R$ 99 mil) e Orquestra Jovem de Sergipe – OJSE (R$ 200 mil).
Total aplicado no ano: R$ 919.490.
NORFIL – Empresa do ramo têxtil, com especialidade em algodão, foi fundada e ainda tem sede em João Pessoa, mas o que não tem é interesse em apoiar projetos locais. Todas as ações patrocinadas em 2022, assim como em anos anteriores, têm origem em São Paulo e associações ligadas à cultura judaica como proponentes.
No ano suas maiores aplicações foram para o plano anual da Unibes Cultural e do projeto Tocar o Lar Com Arte, que prevê oficinas de musicalização para crianças, apresentado pela Congregação Israelita Paulista. A maioria das ações propostas é feita pela Associação de Interesse Público e Assistências à Saúde Oravrohom ou pelo Instituto Ortodoxo Beit Yakov.
Apoiou ainda o evento virtual História do Judaísmo e A Melhor Idade Fazendo História.
Total aplicado no ano: R$ 780 mil.
CAGEPA – A Companhia de Água e Esgotos da Paraíba pode ser classificada como uma empresa que se interessa pela cultura local. E com um interesse específico: projetos de audiovisual.
Em 2021 ela patrocinou 16 eventos desse segmento, abordando Fest-Aruanda do Audiovisual Brasileiro, Mostra Acauã do Audiovisual Paraibano, V Cine Paraíso – Festival de Cinema de Juripiranga, II Mostra Sumé de Cinema, 1º FestCine Taperoá, entre outros. Aplicou naquele ano R$ 655 mil com utilização da lei Rouanet.
Mas em 2022 houve somente dois apoios – ao Fest-Aruanda (R$ 160 mil), de quem é um patrocinador constante, e à Feira Literária de Campina Grande – FLIC 2022 (R$ 50 mil), sendo esta a primeira ação apoiada sem ligação com audiovisual.
Total aplicado no ano: R$ 210.000.
PERNAMBUCO – R$ 27.130.133
PETROGAL – Pertence a um grupo de empresas portuguesas chamado Galp Energia e detentora da Petrogal. Tem matriz no Rio de Janeiro e isso tem influenciado a que quase todos os projetos patrocinados pela Petrogal, com filial em Recife, sejam realizados no Estado da matriz.
E a verba aplicada não é pouca – em 2022 foram utilizados mais de R$ 11 milhões em ações como a exposição Souto de Moura – Memória, Projetos e Obras (R$ 160 mil), Instituto Brasileiro de Música e Educação (R$ 1,5 milhão), Orquestras do Amanhã (R$ 4,5 milhões), todos do Rio de Janeiro. Destinou também R$ 2 milhões para a Feira Literária de Tiradentes (MG) e R$ 3,3 milhões para a Fundação Padre Anchieta (TV Cultura de São Paulo).
O maior patrocinador do Estado, portanto, não deixou um tostão para projetos locais.
Total aplicado no ano: R$ 11.447.246.
CHESF – O segundo maior patrocinador do Estado, a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco, pertencente à Eletrobrás, chegou a patrocinar dois projetos vizinhos, de Alagoas e
Bahia, mas isso foi o que mais perto chegou de sua sede. Todas as outras ações apoiadas no ano, que foram seis, circularam por São Paulo e Rio de Janeiro.
Exceções foram o Concertos Ecoar, com obras clássicas executadas em Porto Seguro (BA) e que foi bancado pela empresa com R$ 200 mil, e Acessibilidade em Museus, que objetivou promover a inclusão de pessoas com deficiência visual e auditiva em museus de Maceió (AL) e também mantido com R$ 276 mil.
Maior verba foi para a Montagem e realização de temporadas e circulação do monólogo étnico-musical A Mãe Terra (R$ 800 mil, em São Paulo); e Arte, Natureza e Sustentabilidade, série de apresentações musicais realizada também em São Paulo (R$ 698 mil).
Quase todos os projetos apoiados tiveram a empresa como patrocinadora única.
Total aplicado no ano: R$ 2.328.000.
TERMOPERNAMBUCO – Pertencente ao Grupo Neoenergia, foi utilizada para patrocinar apenas um projeto no ano, mas pelo menos ele foi realizado no Estado.
Foi a requalificação e ampliação do Portomídia, o Centro de Empreendedorismo e Tecnologias da Economia Criativa, localizado em Recife, e braço do Porto Digital na Economia Criativa. Proponente foi Núcleo de Gestão do Porto Digital.
Total aplicado no ano: R$ 2 milhões.
PESSOA FÍSICA – O terceiro maior patrocinador do ano foi uma Pessoa Física, que aplicou R$ 1,5 milhão no plano trianual no Centro de Integração Social José Cantarelli.
Não por acaso esse contribuinte tem o sobrenome Cantareli Junior.
WHITE MARTINS NORDESTE – O nome oficial é White Martins Gases Industriais do Nordeste, com sede de Jaboatão dos Guararapes, mas só um projeto da região despertou interesse da empresa. Foi o plano trianual Paço do Frevo, que recebeu R$ 500 mil.
Outra exceção fora do eixo Sul-Sudeste foi a Construção da 2ª Etapa da Casa de Música de Ouro Branco, em Minas Gerais, a quem destinou R$ 100 mil.
Os outros projetos foram Plano Bianual Teatro Riachuelo e Prudential, plano trianual do Observatório das Favelas, IV Mostra de Teatro Acessível, todos do Rio de Janeiro; plano anual da Pinacoteca de São Paulo e Casa de Metal – Atividades Culturais, do Rio Grande do Sul.
Total aplicado no ano: R$ 1.305.000.
PIAUÍ – R$ 1.549.359
CLAUDINO – Quem se dá bem com a Claudino é o proponente F G da Silva Promoções e Publicidade, do Maranhão, que emplaca quase todo projeto que a empresa apoia.
Em 2022 foram dois: o Theresina Arte Fest – o Festival Cultural de Teresina e o Bacabal Bem Humorado, evento virtual com grupo de humor que se apresenta em Estados do Nordeste, entre eles Maranhão e Piauí. O primeiro tinha sido o único patrocinado em 2021, com R$ 650 mil.
Os de 2022 captaram R$ 823 mil e por meio da N Claudino, outra empresa do Grupo, foi patrocinado o Festival ArtAruanda, de Teresina, mas a verba foi pequena: R$ 30 mil.
Mas a Claudino é tradicionalmente a maior patrocinadora do Estado.
Total aplicado no ano: R$ 1.579.359.
ÁGUAS DE TERESINA – É responsável pelos serviços de abastecimento de água e tratamento de esgoto da capital do Piauí, pertencente ao Grupo Aegea.
Não dá bola para projeto local, mas foi uma das poucas companhias que apoiou um projeto de Teatro de Bonecos. Foi o espetáculo Higiene Básica, do grupo BuZum!. Colaborou com R$ 147 mil.
Outro foi o livro infantil, de valor Literário, chamado A Cidade da Gente, proposto pela EO Editora. Recebeu da empresa R$ 92 mil.
Total aplicado no ano: R$ 240.266.
ASA BRANCA NORTE – A Asa Branca Norte do Piauí é distribuídora Ambev atacadista de bebidas e, pela primeira vez, fez uso da lei Rouanet para apoiar um projeto cultural e o bom é que foi um projeto local.
Tratou-se do plano anual para o Música Para Todos XVIII, proposto pelo Instituto Cultural Santa Rita, que oferece Cursos de Musicalização por meio de da Flauta Doce e do Canto Coral, para crianças e adolescentes de escolas de ensino fundamental e médio da rede pública.
O projeto captou R$ 339.244, sendo a Asa Branca seu maior patrocinador.
Total aplicado no ano: R$ 140 mil.
RIO GRANDE DO NORTE – R$ 3.599.312
POTIGUAR E&P – Essa empresa é, disparada, a maior patrocinadora do Estado, mas tem um problema – com uma exceção, só apoia projetos da Bahia.
A exceção foi para projeto do Ceará denominado No Palco e na Vida – V Encontro Mestre & Aprendiz, com whorkshops temáticos e realização de concertos interativos. Potiguar, que pertence à PetroReconcavo, foi a maior apoiadora com R$ 300 mil.
As atrações baianas foram Conservatório de Música e Artes: Arte e Cultura em Mata de São João, Aquisição de obras de arte sacra para o Centro Cultural Palácio da Sé e Programa NEOJIBA – Plano Anual de Atividades, que recebeu R$ 1,5 milhão.
Total aplicado no ano: R$ 2.878.723.
O segundo maior patrocinador teve aplicação quase irrelevante frente à Potiguar, mas pelo menos apoiou projeto local.
A Comercial José Lucena contribuiu com R$ 260 mil no São João Potiguar – Festival Potiguar de Quadrilhas Juninas.
SERGIPE – R$ 1.661.611
BANESE – O Banco do Estado de Sergipe é o grande financiador dos projetos dessa Unidade da Federação – problema é que ele patrocina sempre o mesmo: o Plano Anual Museu da Gente Sergipana.
Mas em 2022 surgiu outro: a Orquestra Jovem de Sergipe – OJSE.
Ambos foram propostos pelo Instituto Banese.
Total aplicado ano: R$ 450 mil.
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Fonte dos Dados: Pronac