Esse Vírus Teve Outro Efeito: o de Mudar a Cara da Ópera

A pandemia mudou a cara da ópera. No Brasil e no mundo, o canto lírico “está tomando outro rumo”, assume outras formas, em um processo de adaptação aos novos tempos que há muito não se via, constata Mauro Wrona, coordenador do Ópera Estúdio da Escola de Música do Estado de São Paulo Tom Jobim (IMESP), que desde 2017 passou a se chamar Academia de Ópera do Theatro São Pedro. Cantor e diretor operístico, Mauro Wrona foi assessor artístico e diretor cênico residente do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e da Companhia Brasileira de Ópera e diretor artístico do Festival de Ópera do Theatro da Paz, Pará (2011-2018).A ópera teve que mudar para sobreviver. Espetáculos de longa duração foram reduzidos à metade, assim como o número de atores, cantores e figurantes enquanto as lives se tornaram uma realidade. O impacto dessa redução de custos é visto como positivo uma vez que provoca o barateamento das montagens, das produções. “É um atrativo a mais no processo de captação dos recursos necessários ao financiamento de novos espetáculos líricos”, pondera o experiente Wrona.
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