
Imagine esse cenário. Você está no ponto esperando um ônibus que não chega, com máscara, preocupado se alguém do lado pode lhe passar covid, e de repente presta atenção no painel em cima do banco – quando tem banco – e descobre que está olhando para uma obra de… Tarsila do Amaral! Aí chega mais perto, vê que tem um QR Code ali, aponta o celular e é levado para um podcast do Spotify com locução de gente como Gilberto Gil, Arnaldo Antunes, Hortência ou Laerte Coutinho contando a história do trabalho e do artista.
O único risco desse quadro é o ônibus passar e você não ver por que, dependendo do ponto em que estiver, poderá ser entretido também com obras de Amélia Toledo, Bárbara Wagner, Berna Reale, Cláudia Andujar, José Antônio da Silva, Mário Cravo Neto, Mídia Ninja, Nelson Leirner, Regina Silveira, Rosana Paulino, Rosângela Rennó, ou Waltércio Caldas. E se tiver sorte, e estiver no centro de São Paulo, ainda poderá erguer os olhos e descobrir numa empena cega de edifício a exuberância dos trabalhos de Tomie Ohtake, Cildo Mireles e Maureen Bisilliat.
Isso é coisa da agência África, que se dispôs a um trabalho colaborativo e pro-bono com o Museu de Arte Moderna (MAM) para levar avante o projeto MAM na Cidade, com a ideia de incentivar e difundir a arte moderna e contemporânea brasileira nesse período em que aprecia-la não está sendo possível em museus. E a colaboração estendeu-se para as personalidades, que doaram suas vozes, e dos veículos, que cederam os espaços nas mídias urbanas.

O QUE É – O MAM quis, com esse projeto, expandir seu espaço físico como resposta às novas dinâmicas sociais impostas pela pandemia. Ao longo de duas semanas, a partir de 18 de agosto, o Museu levará obras de nomes emblemáticos da arte brasileira para 140 painéis em pontos de ônibus na capital paulista. Já a exposição a céu aberto acontecerá em dois finais de semana, sempre das 19h00 às 20h00, sendo no dia 22 de agosto em fachada na rua Caio Prado com rua da Consolação, e 23 de agosto na rua Santa Isabel (bairro Santa Cecília). No dia 29 será na rua Maria Antônia (bairro Consolação).
Levar o Museu para além do Parque Ibirapuera, aproximando-o do cotidiano das pessoas, de suas redes, e em diálogo com a cidade, é um dos principais projetos do novo curador Cauê Alves. “A ideia é ressignificar a presença do Museu no dia a dia das pessoas por meio de ações e programas, presenciais e digitais, que não restringem a instituição apenas ao espaço físico e atingem públicos diversos”.
Para quem não conhece, o Museu de Arte Moderna de São Paulo é uma sociedade civil de interesse público, sem fins lucrativos. Sua coleção conta com mais de 5 mil obras produzidas pelos mais representativos nomes da arte moderna e contemporânea, principalmente brasileira. É localizado no Parque Ibirapuera, a mais importante área verde de São Paulo.
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*É Editor-Chefe da Marketing Cultural e Portal de Patrocinadores
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