Qual é a Relação de Startup Top Com Agenda Social?

Eduardo Martins*
Startups são novas empresas, cheias de energia e boas ideias que convencem investidores a aplicarem milhões de dólares em seus serviços quase sempre revolucionários.

Mas elas têm característica própria, que já foi exclusividade das grandes empresas –estão pouco ligando para questões de responsabilidade social ou agenda ASG. Nem tchum.
Linkedin fez recentemente avaliação e classificou as 15 Top Startups de 2022 no Brasil com base em quatro pilares: crescimento no número de funcionários, engajamento, interesse por vagas e atração de grandes talentos.

A revista Exame apontou, citando como fonte o relatório da plataforma de inovação Distrito, que no primeiro semestre deste ano houve queda de 44% no investimento das startups em comparação ao mesmo período do ano passado. As startups brasileiras captaram US$ 2,92 bilhões em 327 transações, 44% menos do que nos seis primeiros meses de 2021.

Os efeitos do cenário macroeconômico se fizeram sentir e 5.689 pessoas já foram demitidas, segundo o site Layoffs Brasil.

Mesmo diante desse quadro, que pode ser passageiro ou não, ainda são bilhões de dólares que circulam por essas empresas digitais que necessitam atrair mais clientes para o crescimento do negócio.

Algumas elencadas pelo Linkedin são empresas de transporte elétrico, de seguradora, de gestoras de saúde e disciplina financeira, as que têm alvo em crianças e adolescentes ou em viagens rodoviárias.

A maioria necessita criar empatia com seu público, mas estão fechadas em si mesmas, incapazes de se conectar com o mundo exterior seja com ações de responsabilidade social ou de envolvimento com pelo menos uma das letras da agenda ASG.

Por isso aproveitamos o trabalho feito por Guilherme Odri e Thiago Lavado, extraído do Linkedin Talent Insights, para verificar, uma por uma, se alguma das 15 startups selecionadas possui algum resquício de interesse em áreas como cultura, ações sociais, meio ambiente ou solidariedade.

Por serem companhias digitais elas não possuem o apelo de contribuir com as comunidades em torno de suas sedes ou filiais, como ocorre com empresas tradicionais. São raríssimas as que possuem alguma loja física.

Grandes e médias companhias da velha economia já foram assim, onde só o que importava era lucro e geração de dividendos para os acionistas. Uma nova visão de mundo as fizeram mudar de atitude. Agora falta às startups enxergarem isso.

Essa breve pesquisa tem o intuito de mostrar que cada uma delas têm nichos específicos e todos são passíveis de serem explorados por quem souber traçar boas estratégias de patrocínio para projetos específicos.

Quem sabe ela abre uma nova frente, tanto para as startups quanto para produtores.

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