Mulheres Dobram Participação, Mas Notícia Não é Boa

Seria uma ótima notícia informar que a participação das mulheres no mercado autoral da música brasileira dobrou em 2021, mas olhar o percentual de crescimento diminui o entusiasmo consideravelmente. Afinal, o que era 2% passou para 4% de participação delas no ranking dos 100 autores com maior rendimento. A presença feminina entre todos os titulares beneficiados também teve aumento, mas parou nos 5%.

A média de apenas 4 mulheres entre os 100 autores com maior rendimento nos últimos cinco anos mostra que o cenário ideal ainda está longe. Dos R$ 901 milhões distribuídos em direitos autorais de execução pública para compositores, intérpretes, músicos, editores e produtores fonográficos, além das associações de música, durante 2021, as mulheres receberam pouco mais de 7%.

 

Esses e outros dados constam do relatório “O que o Brasil ouve – Edição Mulheres na Música”, publicado pelo Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), sobre a presença das mulheres no mercado da música no Brasil.

Os titulares de música são os compositores, intérpretes, músicos, editores e produtores fonográficos filiados em uma das sete associações de música que administram o Ecad (Abramus, Amar, Assim, Sbacem, Sicam, Socinpro e UBC).

Até o final de 2021 a entidade registrava 4 milhões de afiliados cadastrados e, desse total, 11% eram do gênero feminino.

Quem mais se deu bem em 2021 foi Lea Magalhães com sua versão de “Parabéns a Você”, com base no ranking das 100 músicas mais tocadas. E apenas uma, deste ranking. foi composta exclusivamente por mulheres: “Você faz falta aqui”, de Dayane Camargo, Lara Menezes e Valéria Costa. Ficou na 76ª posição.

Para conhecer o relatório completo clique aqui.

Crédito: A imagem da homepage é de Rachel Claire

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