Conheça Mitos, Verdades e Concurso Sobre o Rabo de Galo

Do 1,3 bilhão de litros de cachaça consumido em nosso País, cerca de 70% são misturados ao drink Rabo de Galo que, assim como a Caipirinha, é um patrimônio cultural do Brasil com 65 anos de história. Sua propagação começou na cidade de São Paulo com a chegada de uma fábrica de bebidas nos anos 50.

Para chamar ainda mais a atenção de profissionais e das empresas do setor de bebidas em relação ao potencial do Rabo de Galo, duas referências mundiais do segmento juntaram-se para promover o Concurso Nacional do Rabo de Galo: o primeiro é Derivan Ferreira de Souza, conhecido como Mestre Derivan, e o segundo, seu “braço direito”, o bartender Daniel Júlio.

Em 2018, o Concurso Rabo de Galo atraiu cerca de 40 bartenders de todo país e que prepararam receitas inéditas da bebida. O público pôde acompanhar a disputa ao mesmo tempo em que degustava gratuitamente as Cachaças expostas no evento.

Para promover a bebida histórica, os organizadores do III Concurso Nacional do Rabo de Galo, Mestre Derivan e o bartender Daniel Júlio, prepararam uma lista com os principais mitos e verdades sobre o Rabo de Galo.

Mito – O Rabo de Galo é o drink à base de Cachaça mais apreciado no Brasil. A bebida foi criada para os brasileiros?   

Em 1954, uma indústria de bebidas especializada em Vermute queria atender os anseios alcoólicos dos imigrantes italianos, que residiam no país. No entanto, estes consumidores encantados pela Cachaça não bebiam mais o Vermute, mas apreciavam muito o “ouro líquido brasileiro”. Assim, foi criada uma mistura dos dois, inclusive com copo exclusivo, que continha marcação das doses. Segundo relatos, o fundo do copo era mais grosso para aguentar a batida no balcão, na volta do gole. A verdade é que a bebida foi criada para os italianos, mas caiu no gosto dos brasileiros.

Mito – O drink Rabo de Galo é feito apenas como Vermute e Cachaça?

O Rabo de Galo, que inicialmente tinha em sua proporção original 2/3 de Cachaça para 1/3 de Vermute, nos dias de hoje não tem uma receita exata e nem há uma técnica fixa de preparo: as bebidas podem ser misturadas num mixingglass com gelo ou no próprio copo de servir.

Verdade – O nome da bebida foi “abrasileirado”? 

No início, a bebida era para ser chamada de Cocktail, mas a ideia foi rapidamente descartada e substituída pela tradução da palavra em inglês cock tail, que, em português, significa Rabo de Galo.

Mito – A cachaça que vai na mistura do Rabo de Galo só pode ser a branca?

Não, a bebida é preparada a base de cachaça. Atualmente, o drink permite a liberdade de criação, não tendo uma receita exata, como a Caipirinha. A única regra é que na receita contenha cachaça.

Verdade – O Rabo de Galo é um drink que está ganhando espaço nas cartas de bebidas de restaurantes renomados?

Sim. A bebida tem agora voltada para si as luzes dos holofotes, já que o estudo da origem da Coquetelaria Brasileira tem sido objeto de constantes pesquisas de bartenders e mixologistas, que querem resgatar as origens dos drinks para inseri-los nas cartas dos estabelecimentos que são referências mundiais. Até um movimento vem sendo feito para que o Rabo de Galo seja o segundo coquetel brasileiro à base de Cachaça a estar presente na lista da IBA – International Bartenders Association. Essa seleta lista conta com quase 100 drinks considerados os clássicos do mundo e tem como base diversos destilados. Todo barman precisa conhecer e saber fazer estes cocktails.

O concurso contou com patrocínio do IBRAC – Instituto Brasileiro da Cachaça – e apoio da Cúpula da Cachaça, Confraria Paulista da Cachaça, Escola da Cachaça, Viva Cachaça, Bartender Store, Cachaciê e Solution.

Para mais informações, acessewww.instagram.com/rabodegalo.oficialbrasil/

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